Suplementação
Suplementação: quando ela realmente faz sentido
Por Dra. Luhara Perilo, Médica, CRM-GO 20680 · 30 de julho de 2026 · Leitura de 5 min

Nunca se vendeu tanto suplemento no Brasil. E, paradoxalmente, nunca se viu tanta gente tomando doses inadequadas: seja por falta, seja por excesso. A suplementação é uma ferramenta poderosa, mas só funciona bem quando parte de um diagnóstico.
Cada organismo tem necessidades diferentes, determinadas por alimentação, genética, absorção intestinal, uso de medicamentos e estilo de vida. Por isso, a mesma vitamina D que resolve o problema de uma pessoa pode ser inútil, ou insuficiente, para outra.
Os exames vêm antes da cápsula
No consultório, a investigação começa com uma anamnese detalhada e exames laboratoriais que mapeiam vitaminas, minerais, marcadores inflamatórios e metabólicos. Só então definimos o que suplementar, em qual dose e por quanto tempo.
Suplementar ‘no escuro’ tem riscos reais: excesso de vitamina A, ferro ou vitamina D, por exemplo, pode causar toxicidade. E interações com medicamentos são mais comuns do que se imagina.
Qualidade importa
Forma química, biodisponibilidade e procedência fazem diferença. Magnésio bisglicinato não é igual a óxido de magnésio; metilcobalamina não é igual a cianocobalamina. A orientação profissional ajuda a escolher a forma química e a dose adequadas ao seu caso, aumentando a chance de o suplemento cumprir o seu papel, em vez de virar urina cara.
Conteúdo educativo escrito por Dra. Luhara Perilo Reis Coutinho, Médica, CRM-GO 20680. Este material é informativo e não substitui uma consulta médica: procure avaliação individualizada.
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